Intolerância à Lactose – Aprenda a conviver com ela!

Nos dias atuais o diagnóstico para intolerância à lactose tem sido mais frequente. Por que isso tem acontecido? Será que as pessoas começaram a desenvolver essa intolerância apenas agora? Não, a resposta é bem simples. O desconforto causado pela intolerância à lactose, em sua maioria, por não ser tão agressiva quando comparado a alergia à lactose, onde em casos mais severos pode levar a morte, passou despercebido devido ao seu baixo grau de letalidade e os sintomas inespecíficos, podendo ser facilmente confundido com problemas gastrointestinais.

Com o passar dos anos e com estudos mais relevantes sobre a lactose e as possíveis manifestações indesejadas em nosso corpo, desvendou-se muitas curiosidades até então não muito esclarecidas.

A lactose é um carboidrato que está presente no leite e seus derivados, formado por dois carboidratos menores, a glicose e a galactose e que devem ser adequadamente digeridas para ser absorvida.

O leite humano contém de 6 a 8% dessa substância e o leite de vaca de 4 a 6%. Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada. A dieta habitual de um adulto contém cerca de 300 gramas de açúcares (carboidratos). Destes, cerca de 52% são amido (presente em cereais, arroz e batatas), 37% são sacarose (presente no açúcar comum), 5% são lactose (presente no leite e seus derivados) e 3% são frutose (presentes nas frutas e no mel).

A lactose é grande demais para o corpo absorver sendo necessária a enzima lactase para quebrá-la em unidades simples, ou açúcares simples, permitindo ao corpo digeri-los e absorvê-los.

A intolerância à lactose é uma condição comum em que o corpo não produz enzimas lactasse suficientes para quebrar a lactose. Sendo assim, a pessoa que tem intolerância a lactose, desenvolverá sintomas dentro de 20 minutos a duas horas após consumir laticínios. Os sintomas mais comuns são dor no estômago, gases, distensão abdominal e câimbras. Sintomas mais extremos incluem diarreia, náusea e vômitos.

Existem três tipos de deficiências que causam a intolerância à lactose:
-Deficiência congênita: a criança nasce sem condições de produzir lactase.
-Deficiência primária: diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida.
-Deficiência secundária: a produção de lactase é afetada por doenças intestinais, como diarréias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, podendo ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base.

O diagnóstico é feito pelo médico, observando os sintomas associados a ingestão de lactose. Ou podem ser realizados exames específicos (teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes).

Em geral, aos que são diagnosticados com intolerância a lactose aconselha-se reduzir o consumo de laticínios. Nos casos mais graves já existem produtos no mercado 0% lactose e ainda em casos mais severos, onde há a necessidade de se suspender totalmente o consumo de laticínios. Este último depois de um tempo sem o desconforto, o paciente pode voltar a reintroduzir gradualmente os laticínios na dieta, assim como fazer o uso de enzimas (lactase) em cápsulas, pó e sache, para que a quebra da lactose ingerida seja realizada e a mesma absorvida sem os desconfortos oriundos da deficiência dessa enzima.

Lembre-se o leite e seus derivados estão entre os alimentos com a maior quantidade de cálcio, nutriente importante no organismo, sendo fundamental na composição de ossos e dentes.

Portanto, para você que terá que lidar com essa situação, é importante que aprenda a fazer escolhas nutricionais inteligentes a fim de suprir as necessidades básicas do nosso organismo, como alimentos ricos em cálcio e livres de lactose, como: feijão, couve, brócolis, laranja, cenoura, queijo de soja (tofu), gergelim entre outros. Assim você e seu organismo poderão viver em sintonia.

Para mais informações consulte um de nossos farmacêuticos ou outro profissional da saúde.

Fonte:

1. drauziovarella
2. abc.med

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